Secretário da Educação de SP diz que aulas presenciais só retornarão com total segurança na rede pública e privada

Nesta sexta-feira (17), o governador de São Paulo, João Doria, concedeu nova coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, para informar novas decisões no enfrentamento da pandemia de Coronavírus, e apresentou uma reclassificação extraordinária do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena, onde a região de Piracicaba passou da fase laranja para a vermelha devido a intensificação da pandemia na região.

Na oportunidade, o secretário de Educação Rossieli Soares, aproveitou para se posicionar sobre a informação dada pelo coordenador-executivo do centro de contingência, o médico João Gabbardo, de que o retorno presencial das aulas no estado de São Paulo deveria ser reavaliado pelo governo de São Paulo.

“Os protocolos da educação estão mantidos, muitas pessoas estão falando da data (de retorno), mas muito mais importante que a data é termos as condições obrigatórias sendo cumpridas. Só voltaremos em 8 de setembro se as condicionalidades determinadas pelo Centro de Contingência forem cumpridas, se não forem não voltaremos”, disse o secretário.

Rossieli criticou ainda o estudo do pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, professor Eduardo Massad, que estimava que com o retorno das aulas presenciais, cerca de 17 mil crianças deveriam vir a óbito por covid-19. “Quando se falou em 17 mil mortes, esse número está errado em até dez vezes, na verdade, esse número de mortes poderia ser, nas condições de hoje, de 1557. E esse dado não é somente de São Paulo, e sim para para todo o Brasil e de toda a educação básica para toda população de 1 até 19 anos”, contestou o secretário da educação.

O secretário salientou ainda que as aulas presenciais só voltarão com absoluta segurança e que se necessário a data de retorno poderá ser alterada tanto para educação pública como privada. “Os protocolos estão mantidos e as datas vamos medindo de acordo com os boletins e se não entrarmos dentro das condições o retorno não será naquela data (8 de setembro), por isso a coisa mais importante é seguirmos as condicionalidades determinadas junto com a área de saúde com absoluta segurança. Só aceitamos continuar esse processo de retorno com a máxima segurança para todos, alunos da rede privada e da rede pública que retornarão em conjunto”, conclui Rossieli Soares.

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